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Book trailers para miúdos

Cá em casa somos fãs do sr. Oliver Jeffers. Bem, talvez o Francisco não expresse exactamente por estas palavras o quanto gosta daqueles livros em particular, mas o que é um facto é que gosta. E eu também.

Tudo começou com um prenda da minha querida amiga Maria João: o livro ‘Perdido e Achado’ é uma das nossas leituras preferidas e há sempre um detalhe novo a descobrir, seja na escolha cuidadosa das palavras do texto, seja na doçura das ilustrações. Como este abraço, que me derrete.

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Ilustração de Oliver Jeffers

Pois bem, hoje chegou-me à atenção o book trailer de mais um livro a juntar à wish list. É engraçado, este conceito de book trailer, sobretudo para as crianças. Estou desejosa de ver qual será a reacção do miúdo, mais logo.

Eu estou convencida. E vocês?

 

 

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S Baby recebe: Rodrigo, aka Ligeiramente Canhoto

Hoje à nossa mesa não se come; desenha-se. Estamos à sombra de uma frondosa árvore, os miúdos andam a chapinhar na água e o Rodrigo conta-me como tem sido a sua experiência a ensinar miúdos a desenhar.

Nascido em Lisboa em Agosto de 1976, casado, pai de um menino e uma menina, o Rodrigo estudou Design Gráfico no IADE e trabalhou nalgumas das maiores Agências de Publicidade nacionais enquanto Director de Arte. Ao fim de 10 anos, esgotado, mudou de vida e de profissão mas depressa percebeu a necessidade de regressar à actividade criativa.

Criou o site ligeiramentecanhoto.com (é canhoto apenas a desenhar e a comer sopa) onde partilha os desenhos – e as histórias por detrás deles – que guarda em centenas de Diários Gráficos. Paralelamente, começou a organizar o workshop para adultos “Para Quem Acha Que Não Sabe Desenhar”  e a estruturar um curso de desenho destinado a crianças a partir dos 4 anos.

Mas chega de ser eu a falar. Rodrigo, passo-te a palavra.

 

«Os desenhos sempre foram para mim um refúgio e uma forma de ganhar protagonismo sem ter que olhar os outros nos olhos. Acalmam-me. Ler e escrever são outras grandes paixões mas não consigo passar um dia que seja sem desenhar.

Manuel (6 anos)

 

Sou professor de desenho e os meus alunos são crianças. Uma tarefa tão apaixonante quanto difícil.

Tenho o privilégio de dar aulas num colégio frequentado por pais que (maioritariamente) valorizam este tipo de aprendizagem complementar - chamemos-lhe assim para não complicar demasiado as coisas – e ainda assim, sinto muitas vezes que olham para as minhas aulas como uma espécie de anedota: “aprender a desenhar para quê? O meu outro filho só tem 3 anos e já desenha…” ou o clássico Não vale a pena inscrevê-lo. No que diz respeito ao desenho o meu filho sai a mim: não é capaz de fazer uma linha direita”.

Guilherme (7 anos)

 

Penso que aquilo que alguns pais mais temem é imaginarem os seus queridos filhos transformados em (horror!) adultos artistas e não nos médicos ou advogados com que sonharam (os pais).

Acontece que o meu objectivo não é que as minhas aulas sejam uma incubadora de pintores maltrapilhos. O meu grande desafio é precisamente conseguir que eles se tornem no adulto que sonham (as crianças) ser e que ainda assim continuem a desenhar. Porque uma coisa definitivamente não invalida a outra.

Desenhar ajuda a concentração. Ajuda-nos a saber estar sozinhos connosco, a organizar ideias e pensamentos abstractos. A ver em vez de olhar. Isto, parece-me, é útil para qualquer profissional.

Gonçalo (7 anos)

 

De facto, a necessidade de desenhar nasce connosco – assim como a de dançar ou cantar. É visceral, é uma urgência, uma vontade inata de criar que tem caracterizado os seres humanos até aos dias de hoje. Essa parte não é ensinável.

O que podemos fazer pelo desenho é olhá-lo como um desporto acessível: todos podem praticá-lo e quanto mais treinarmos, melhores serão os resultados.

Ao contrário do que é comum pensar-se, o desenho não é um dom. O facto de haver uns poucos iluminados para quem tudo parece mais fácil e rápido, não invalida que qualquer pançudo possa dar uns toques numa bola com os amigos uma vez por semana. A ideia é mais ou menos esta.

José Miguel (9 anos)

 

Não é correcto dizer-se que um adulto não sabe desenhar (ver ponto 1.), será mais correcto dizer que se esqueceu de fazê-lo.

Qualquer criança saudável gosta e sabe desenhar porque… desenha (parecendo que não, isto é importante). Depois porque o faz sem qualquer complexo, sem qualquer comparação: o menino que vai a correr mostrar aos pais o desenho de uma “nave espacial com um escudo anti-cometas e raios paralizantes”  – três traços e um triângulo – é naquele momento o menino mais feliz e realizado à face da terra. Ou da lua.

Só por volta dos 9 anos – a idade dos meus alunos mais velhos – as crianças começam a deixar de desenhar. Estão na idade de se rirem dosestampanços alheios e sabem que os outros se rirão dos deles também. A crítica dos outros perante o resultado de um esforço tão grande, dói.

É então que começam a olhar para o lado, a comparar os desenhos, a esconder o deles com uma mão em concha. A solução mais eficaz é quase sempre a mesma: deixar de desenhar. Não havendo desenho, não existe erro.

Abdicamos do gozo para evitarmos a gozação. É triste.

Joaquim (9 anos)

 

Desenhar sem preconceitos – sem pré-conceitos – é o conselho mais simples (e também o mais eficaz) para quem quer desenhar. Desenharmos aquilo que vemos e não aquilo que julgamos ver. Olharmos para as coisas como se as víssemos pela primeira vez. É mais fácil para as crianças porque é comum ser de facto a primeira vez.

Numa sala onde 20 alunos desenham uma cadeira, teremos sempre 20 desenhos diferentes no final. Se de seguida pedirmos aos mesmos 20 alunos para voltarem a desenhar a mesma cadeira, teremos outros 20 desenhos diferentes. Entre si mas também em relação aos primeiros. A cadeira é a mesma, os quarenta desenhos não.

E sabem o que é mais bonito? É que nenhum dos 40 desenhos está “errado”. Porque também não existe um desenho “correcto”. O meu desenho da cadeira é a minha visão, aquela cadeira filtrada pelos meus olhos, cérebro e mão. Já o teu desenho é a tua visão – outros olhos, outro cérebro, outra mão. Por isto nos fascinam tanto os desenhos dos outros.

Tomás (9 an0s)

 

Falo de crianças entre os 6 e os 9 anos que uma vez por semana, trocam uma hora de recreio por um lápis – uma hora é uma vida nestas idades – cumprindo exercícios que não parecem ser exercícios e atingindo progressivamente objectivos dos quais raramente tomam consciência. Uma tarefa tão apaixonante quanto difícil.

Os resultados não são imediatos e, na era da Banda Larga, é difícil fazê-los lidar com essa frustração. É difícil fazê-los deixar de dizer “está horrível” mal acabam de desenhar. É difícil fazê-los ver como estão a desenhar melhor, como se tornaram melhores observadores, como ficam tranquilos ao desenhar.

Eu, os pais e os professores notamos bem as diferenças. Se tudo correr bem, também eles um dia hão-de notar.»

Tomás (9 anos) – ‘O professor de desenho’

 

 

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Vamos dar a volta ao mundo num segundo?

Tanta coisa acontece num segundo, dizem-nos Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho. Agora, em formato de luxo, já que a editora Planeta Tangerina resolveu que o regresso de um dos seus livros premiados devia ser em grande.

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Porquê uma nova edição deste livro?

“Porque é um dos títulos do catálogo do Planeta Tangerina mais transversal, em termos de idade e género: leitores pequeninos e grandes, raparigas e rapazes, senhoras e senhores, todos sem excepção poderão gostar de voltar a mergulhar neste universo próximo da banda-desenhada, em que momentos dos cinco continentes são capturados para sempre.

Neste livro, cada página é como se fosse uma janela: abrimo-la e estamos no Brasil, na Austrália, em África, ao virar da esquina. E os momentos que observamos estão ali tão próximos que temos a sensação de estar a viajar…”

 

Boas voltas ao mundo!

 

 

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Os pequenos arquitectos

Cuidado com eles! No início, parecem apenas uns inofensivos participantes num workshop de sábado e, quando menos esperarmos, estão a virar-nos a casa de pernas para o ar!

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É já amanhã e dirige-se a maiores de 6 anos, acompanhados de um familiar. Saibam mais aqui… e depois não digam que não avisámos.

 

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Sloy toys: dados contadores de histórias

Sabiam da existência do Slow Toy Movement? Eu só o descobri agora e é mesmo o tipo de coisa que chama a minha atenção. Foi criado no ano passado com o propósito de promover os brinquedos produzidos com matérias-primas de qualidade, amigos do ambiente, seguros e inteligentes.

No fundo, brinquedos que estimulam os miúdos sem, para tal, terem de recorrer a estímulos artificiais e exagerados. Não contêm plástico, não precisam de pilhas e passam de geração em geração.

Saltaram-me à vista, de entre os premiados de 2012, estes dados contadores de histórias.

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São nove dados (um número intencionalmente escolhido) que permitem variadas combinações e, através delas, o desenrolar de uma história que pode ser narrada pelos mais crescidos, por toda a família ou apenas pelos miúdos, de acordo com as idades destes.

Já está na minha wishlist. Podem comprá-los através da loja online dos seus criadores, The Criativity Hub. E que nenhuma história fique por contar.

 

 

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Orquestra dos Pequenos Improvisadores

Miúdos a improvisar, a explorar a música, os instrumentos, as dinâmicas de grupo e a criatividade? Sim, em Coimbra.

A Orquestra dos Pequenos Improvisadores insere-se no projecto cultural Linhas Cruzadas, que envolve o Jazz ao Centro Clube, a companhia O Teatrão, a Casa da Esquina e o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, em parceria com a Câmara Municipal.

Estimular a curiosidade e o interesse pela música dos mais pequenos é o objectivo traçado, para já, num plano a dois anos. O programa inclui oficinas de trabalho e sessões musicais, sob a direcção pedagógica do músico Álvaro Rosso.

Enquanto os pequenos improvisadores conimbricenses afinam os instrumentos, deixo-vos com uma amostra dos resultados maravilhosos que este género de iniciativas produzem. Claro que não podia deixar de me ocorrer o exemplar Sistema, onde ‘nasceu’ o doce Gustavo Dudamel.

Foto: PBS

Foto: PBS

Então, começa assim:

E nunca mais acaba:

Daqui a dois anos teremos vídeo de Coimbra. Entretanto, fiquem com uma das fundamentais mensagens do Maestro Jose Antonio Abreu, o fundador do Sistema venezuelano: ‘The orchestra and choir are much more than artistic studies. They are examples and schools of social life. To sing and to play together, means to intimately coexist’.

 

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Artistas com muita pinta

É com particular satisfação que vos trago esta dica, hoje. Em primeiro lugar, porque tenho um fraquinho por actividades que despertem nos miúdos, de forma inteligente e adequada às diferentes idades, a curiosidade, o sentido crítico, a criatividade, a vontade de experimentar.

Desta vez, trata-se de pintura. Mas também se trata de uma amiga do coração, a Susana Catarino, criadora do Speak Porto. A Susana vai  partilhar com o mundo uma das suas muitas faculdades que, até agora, estava reservada aos seus filhos e aos felizardos coleguinhas de escola daqueles.

Este verão, os ateliers artísticos Artistas com muita pinta vão levar os miúdos com mais de seis anos ‘de férias com Monet, Klimt, Matisse, Miró e Gaudi’.

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Oa ateliers decorrem no espaço DePantufas, no Porto, e convidam a conhecer estes grandes artistas e descobrir o maravilhoso mundo da arte: ‘Vamos pintar, colar, recortar e construir verdadeiras obras de arte!’

Acreditem, vão mesmo. E acreditem, também, que vão começar a inventar desculpas para irem ficando a assistir. A Susana é uma contadora de histórias nata e uma fonte inesgotável de sabedoria, tudo isto bem regado com muita imaginação e o domínio de variadíssimas técnicas. Irresistível.

As inscrições estão abertas.