Livros
0 Comentários

Um ensaio sobre a ternura

O senhor Bonifácio passa os seus dias a cuidar dos animais no Jardim Zoológico. Sabe de que precisa cada um deles e adequa-se perfeitamente à missão. Conhece cada um dos animais como a palma da sua mão e, para além dos cuidados necessários, tem para eles doses generosas de gentileza e amizade.

 

O twist neste enredo dá-se quando o senhor Bonifácio se constipa e não pode ir trabalhar. Quem irá cuidar dele? Os seus amigos animais, claro!

 

bonifacio

 

Este é mais um trabalho do conceituado (e premiado) casal Stead. Philip escreveu e Erin ilustrou, a partir da bela casa-barra-atelier no Michigan, EUA. Uma história com uma mensagem ternurenta e imagens que nunca mais esquecemos.

 

boni2

 

Editado em Portugal pela Presença, este é um daqueles livros que nos apetece tirar da prateleira todos os dias ( e tiramos, porque não?)

 

0 Comentários

Um livro para todas as idades

Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.

 

Os Livros que Devoraram o meu Pai, obra de Afonso Cruz, «é um ritual de iniciação. Uma viagem inaugural pela literatura mundial que mergulha, em jeito de aventura, nalguns dos maiores clássicos de todos os tempos», na opinião de Céu Coutinho, no blogue Senhoras da nossa idade.

 

OSLIVROSQUE

 

A Céu escolheu uma passagem que ajuda a explicar o que é um livro para todas as idades:

 

“Sim, porque a leitura das coisas pode ter muitos andares. Soube pela minha avó que um tal Origínes, por exemplo, dizia haver uma primeira leitura, superficial, e outras mais profundas, alegóricas. Não me vou alongar por este tema, basta saber que um bom livro deve ter mais do que uma pele, deve ser um prédio de vários andares. O rés-do-chão não serve à literatura. Está muito bem para a construção civil, é cómodo para quem não gosta de subir escadas, útil para quem não pode subir escadas, mas para a literatura há que haver andares empilhados uns em cima dos outros. Escadas e escadarias, letras abaixo, letras acima.”

 

Para ler em família, geração após geração.

 

0 Comentários

Vamos todos à procura do ‘nosso’ Panamá?

Descobri os livros de Janosh na biblioteca. O autor, que vive actualmente em Tenerife, nasceu na Polónia em 1931. Depois das dificuldades da II Guerra Mundial, a sua família mudou-se para a Alemanha Ociedental e, entre trabalhos fabris, Horst Ecker (o seu nome verdadeiro) estudou Belas Artes. Em 1960 foi publicado o livro infantil com que iniciou a sua trajectória artística e literária, que soma mais de 300 obras traduzidas para 70 línguas, e pelas quais recebeu inúmeros prémios.
A sua fama internacional deve-se a “Oh, que lindo que é o Panamá”, publicado em 1978, que chegou a Portugal pela Kalandraka, com tradução de Maria Hermínia Brandão.

 

port C

 

A vida de um ursinho e de um tigrezinho sofre uma reviravolta quando aparece a boiar no rio uma caixa proveniente do Panamá e que cheira a bananas. A partir desse momento, o Panamá torna-se no país dos seus sonhos e por isso decidem empreender uma longa viagem para lá chegar. Com uma panela vermelha, um anzol e um patotigre de brincar, iniciam uma caminhada ao longo da qual conhecerão um rato do campo, uma velha raposa, uma vaca, uma lebre, um ouriço-cacheiro e uma gralha.

 

Com umas ilustrações alegres e coloridas, clássicas e planas, esta intimista narrativa de Janosch, atravessada por um rasgo sentimental de inocência e optimismo, transporta-nos numa viagem cheia de humor e de ternura, e culmina num final inesperado que encerra uma bela lição de vida. Para todas as idades.

 

Afinal, não andamos todos nós à procura do ‘nosso’ Panamá?

0 Comentários

Conta-me histórias: ‘As Regras do Verão’

IMG_1

 

As Regras do Verão

Shaun Tan

Kalandraka

 

“Foi isto que aprendi no Verão passado: Nunca deixes uma meia vermelha pendurada na corda da roupa. Nunca pises um caracol.”
Shaun Tan apresenta-nos neste novo livro uma sucessão de fascinantes quadros surrealistas, em que acompanhamos as brincadeiras dos dois pequenos protagonistas, mas também as suas emoções ao se depararem com as consequências de quebrar (voluntaria ou involuntariamente) cada uma das regras do Verão.

 

IMG_3

 

Consequências imaginadas, mas também reais porque temidas, ou simplesmente inventadas… Ainda não sabemos. Porque aqui a razão é desacreditada, ou remetida para segundo plano, e deixada a nosso cargo para podermos (se assim entendermos), plenos de liberdade criativa, criar para o mistério um sentido, uma história, quem sabe uma grande lição…

E não é assim que todas as regras nos são anunciadas? Numa enumeração aparentemente aleatória, lançando-nos o derradeiro desafio; “Nunca perguntes o porquê.” Será que conseguimos?
Para pôr à prova por pequenos e por grandes, até ao fim do Verão.

 

 

Por Cabeçudos

 

– Acompanhem todos os posts desta rubrica –

 

0 Comentários

Conta-me histórias: ‘Obax’

IMG_1

 

Obax

De André Neves

Ed. Paleta de Letras

 

A cada novo dia, Obax percorre a savana africana em viagens muito especiais onde a protagonista é a sua imaginação. Sozinha, ela já tem enfrentado feras, falado com girafas e até corrido com antílopes!

 

IMG_2

 

Mas o seu passatempo preferido é contar as histórias que sempre resultam destas aventuras destemidas. E algumas histórias são tão magníficas que é difícil acreditar que tenham realmente acontecido, pois mais parecem pertencer ao reino dos sonhos.
Obax decide partir numa longa viagem para tentar provar que as suas proezas são mesmo verdadeiras.

 

IMG_3

 

Com texto e ilustração de André Neves, este livro da Paleta de Letras leva-nos ao coração do continente africano, e à essência do sonho e da imaginação.
Será que os sonhos se podem tornar realidade?

 

 

Por Cabeçudos

 

– Acompanhem todos os posts desta rubrica –

 

0 Comentários

Conta-me histórias: ‘A maior casa do mundo’

3

 

A maior casa do mundo

De Leo Lionni

Kalandraka

 

Este conto da Kalandraka dá-nos a conhecer um pequeno caracol que sonhava um dia ter uma casa muito grande, a maior casa do mundo. Mas o seu pai, o caracol mais sensato de toda a couve, aconselha-o: ”Mantém a tua casa leve e fácil de transportar.” E decide contar-lhe uma história: a história do caracolinho que queria ter a maior casa do mundo.

 

1

 

2

 

E assim se inicia a viagem desta personagem que, desobedecendo ao pai, descobriu como aumentar o tamanho da sua casa até esta se tornar linda e vistosa como uma catedral mas… tão pesada que era impossível movê-la. Será que o pequeno caracol irá aprender a lição?
Leo Lionni escreveu e ilustrou esta breve fábula sobre a simplicidade.

 

 

Por Cabeçudos

 

– Acompanhem todos os posts desta rubrica –

 

0 Comentários

Conta-me histórias: ‘Estranhóides’

IMG_0818

 

Estranhóides

Eva Montanari

Livros Horizonte

 

É importante fazer amigos quando se muda para um prédio novo, mas será que espreitar pelo buraco da fechadura será a melhor maneira de conhecer os vizinhos?

 

É o que nos desafia a descobrir o pequeno protagonista desta história, a quem os outros moradores do prédio parecem criaturas muito bizarras: há a menina dos muitos pares de óculos e a dos olhos de lua, o Bocacosida, a D. Chaleira, o Avô Bigodes e até o senhor do nariz que mede tudo. E, vistos através da fechadura, os seus hábitos são verdadeiramente estranhos…

 

Até que um dia ele decide conhecê-los melhor…

 

 

 

 

Eva Montanari escreveu e ilustrou este conto, que com sensibilidade nos conduz pelo encanto da ilusão das perspectivas estreitas, plena de distorções imaginadas e primeiras impressões, mas também de achados bem impressionantes.

 

E tal como a história que nos conta, este livro é como um vizinho insuspeito que ao ser descoberto se revela uma fantástica surpresa.

 

 

Por Cabeçudos

 

– Acompanhem todos os posts desta rubrica –