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Conta-me histórias: ‘O rapaz que tinha medo’

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O rapaz que tinha medo

Mathilde Stein e Mies van Hout

Editora Gatafunho

 

Esta é a história de um rapaz que tinha medo. Medo de protestar se alguém tentasse passar à sua frente numa fila, medo que se rissem dele se saísse à rua com as suas calças às flores, medo de todos os barulhos estranhos, não fossem pertencer a um fantasma escondido debaixo da cama.

 

Ansiando ser mais corajoso, o rapaz procurou ajuda nas Páginas Amarelas, onde encontrou o número de telefone da Árvore Mágica, uma especialista em ajudar rapazes com medo, que lhe concedeu uma consulta na sua casa – a Floresta Selvagem e Feroz – para o dia seguinte. A sábia árvore tinha deixado ao rapaz apenas uma recomendação: que não temesse as criaturas selvagens e ferozes que habitavam a floresta, pois estas não faziam mal…

 

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Pondo-se a caminho, e relembrando o conselho da Árvore, o rapaz logo encontra um terrível dragão que lhe dá preciosas indicações sobre o caminho, uma aranha de patas peludas que tricotava cachecóis e lhe desejou uma boa viagem, e uma bruxa malvada que até acaba por lhe oferecer uma abóbora do seu quintal.

 

Uma belíssima fábula de Mathilde Stein e Mies van Hout sobre a confiança, que nos prova que a coragem reside, afinal, na nossa própria capacidade de enfrentar os diferentes medos e ultrapassá-los.

 

 

Por Cabeçudos

 

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Conta-me histórias: ‘Lobo grande e lobo pequeno’

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Lobo grande e lobo pequeno

Nadine Brun-Cosme e Olivier Tallec

Edições Horizonte

 

Era uma vez um lobo grande que desde sempre vivia debaixo de uma árvore, sozinho no cimo da colina.

Até que um dia ele vê surgir ao longe um lobo pequenino, que logo se aproximou, sentando-se também à sombra da grande árvore. Veio a noite, e o lobo pequeno continuava ali. Na manhã seguinte, ainda estava lá… E o lobo grande, desde sempre solitário, sentia-se algo intimidado com esta pequena companhia inusitada, que o seguia para todo o lado. Mas ao regressar de um passeio na floresta, o lobo grande descobre que está novamente sozinho e repara que seria capaz de esperar por muito tempo o regresso do seu amigo, por muito mais tempo do que alguma vez teria imaginado…

 

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Uma história sobre a força da amizade que vence barreiras e a importância dos pequenos gestos, vivamente ilustrada por Olivier Tallec.

 

 

Por Cabeçudos

 

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Conta-me histórias: ‘Tino’

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Tino

De Miguel Salas e Paolo Domeniconi

OQO editora

 

Tino é um pequeno pinguim que não aceita o seu destino. Cansado do frio e do azul cristalino do polo onde vive, ele sonha com o calor acolhedor do deserto e decide partir sozinho para o outro lado do mundo. Tino navega no seu barco esquimó, e rapidamente chega à cidade de Argel, onde compra um velho camelo que o leva até ao coração do deserto. Mas a imensidão das dunas cedo se revela mais solitária do que Tino tinha imaginado… e ele anseia por regressar para junto da sua família. Será que vai conseguir?

 

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As rimas de Miguel Salas transformam o texto numa aventura musicada plena de humor, que promete captar a atenção dos mais pequenos. Nas ilustrações, os jogos de cor de Paolo Domeniconi, que tão bem nos conduzem nesta viagem fantástica, são quadros que se estendem pelas páginas, levando-nos pelas nas noites frias do deserto, guiados pela curiosidade de conhecer novos lugares.

 

 

Por Cabeçudos

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Parabéns, Cabeçudos!

A livraria Cabeçudos, nossa parceira nas sugestões de leitura que vos trazemos aos sábados, foi eleita a Livraria Preferida de Portugal, no âmbito da iniciativa Ler em Todo o Lado, dinamizada pela APEL.

É um belo sinal dos tempos, não vos parece?

Muitos parabéns a todos! Aqui ficam as palavras de agradecimento dos vencedores.

 

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«Às crianças que flutuam, aos adultos que já não têm medo do Lobo Mau, aos lápis dos autores que ainda não desistiram.

Aos artistas que pintam cavalos azuis, elefantes cor de laranja, a quem se sente achimpado e a todos os livros livres.

Às Alices, às Amélias e às Auroras que continuam a viver no país das maravilhas. E a todas as princesas esquecidas ou desconhecidas.

Às grandes fábricas que continuam a produzir palavras, ao meu avô, à minha avó, e aos tios aventureiros que fazem caretas e imitam as vozes.

Ao homem da gaita, aos rinocerontes baratos, aos que estavam a pensar, ao meu amor.

Aos amigos, aos irmãos lobos e aos primos crocodilos. A quem está lá fora e a quem está cá dentro, ao que me faz feliz, aos Curupiras e às Janaínas, aos senhores do seu nariz e aos empinados, ao 2o Frente e a todas as histórias à solta na minha rua.

A todos no sofá, ao coelhinho Afonso e à girafa Caetana, aos estranhóides e aos de caras, aos que são assim mas sem ser assim, aos amores perfeitos, aos heróis, aos vilões e aos segredos dos dragões, e àqueles que me esqueci como se chamam.

Aos cabeçudos e a todas as cabeças com ideias,

MUITO OBRIGADO.

Hoje sentimo-nos… muito felizes!»

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Conta-me histórias: ‘Com o tempo’

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Com o Tempo

Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso

Planeta Tangerina

 

A Planeta Tangerina presenteia-nos com o seu novo livro: Com o Tempo.
Todos sabemos: as coisas mudam com o tempo. E há factos evidentes que não podemos contornar. Os tapetes perdem a cor, as bolachas ficam moles, as batatas grelam e a franja cresce.
Mas, de entre todas as certezas, o tempo abre espaço ao livre incerto da possibilidade, pois com o tempo descobrimos que um passeio se pode transformar numa viagem, um carreiro numa estrada ou algo pequeno em algo gigante.

 

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E o tempo até pode ser rei, mas será sempre um rei principiante, que muito deixa a decidir. E para quem estiver atento, muito haverá a dizer até à última palavra.
Porque para lá do tempo que passa, há o que pode ficar (e fica) com o tempo.

 

 

Por Cabeçudos

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Conta-me histórias: ‘Estava a pensar’

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Estava a pensar

Escrito por Sandol Stoddard

Concebido e ilustrado por Ivan Chermayeff

Edição: Bruaá

 

“Uma vez, numa manhã, como a de hoje, tu disseste Bom dia mas eu não disse nada
Porque estava a pensar…”

Estava a pensar… é um voo livre pela mente de uma criança. Uma mente que viaja, e se detém, para de novo se lançar na imaginação sem nunca se perder, mas por vezes quieta e muda “como nada para dizer e nada para fazer quando está a chover”.

 

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Uma viagem que nos leva por “todas as partículas de pó que flutuam e brilham à luz do sol” até “ribeiros e coisas frescas como seixos lisos e pedrinhas” onde tudo existe e acontece neste mesmo momento, e como escolher? Como responder a todo o instante às exigências do mundo? Por ora, as suas ordens compassadas, e as suas regras apressadas vão ter mesmo de esperar.

 

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Porque Estava a pensar… é uma reticência num mundo de pontos finais. A declaração de algo secreto que sempre esteve a descoberto, o mais belo pedido de desculpas que se possa imaginar, aquele sem nada a desculpar. E o pretexto perfeito para mergulhar e voltar a maravilhar-nos, até no que nunca vimos.

 

Por Cabeçudos

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Conta-me histórias: ‘O meu balão vermelho’

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O meu balão vermelho

Kazuadi Yamada

Gato na Lua

 

Numa bela manhã, uma menina espera o autocarro para ir para a escola. Consigo leva um presente muito especial, o seu balão vermelho.

 

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Mas, durante a viagem, o balão solta-se da sua mão, e esvoaça para longe. Com a preciosa ajuda do motorista, os passageiros – o urso, o coelho, o pinguim, o elefante e a girafa – partem par tentar alcançá-lo.

O tempo passa, e o balão segue à deriva por entre árvores e nuvens, até que vai de encontro ao bico de um pássaro, e rebenta.
É então que, percebendo a tristeza da menina, os seus amigos a ajudam a encontrar naquele final de tarde… um achado inesperado!

 

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Kazuaki Yamada é o inventor desta história, bem como da sua ilustração, e através dela acompanhamos a viagem do balão pela vastidão de paisagem, e também nós atentamente o seguimos esperando detê-lo.
Mas algo de misterioso acontece nas últimas páginas, inundadas de cor, aquecidas pelo sol, ou não fosse este um livro sobre a importância de diferentes olhares e perspectivas, e de como a aparente perda nos pode conduzir à descoberta das mais belas surpresas da vida.

 

 

Por Cabeçudos

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