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Um livro para todas as idades

Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.

 

Os Livros que Devoraram o meu Pai, obra de Afonso Cruz, «é um ritual de iniciação. Uma viagem inaugural pela literatura mundial que mergulha, em jeito de aventura, nalguns dos maiores clássicos de todos os tempos», na opinião de Céu Coutinho, no blogue Senhoras da nossa idade.

 

OSLIVROSQUE

 

A Céu escolheu uma passagem que ajuda a explicar o que é um livro para todas as idades:

 

“Sim, porque a leitura das coisas pode ter muitos andares. Soube pela minha avó que um tal Origínes, por exemplo, dizia haver uma primeira leitura, superficial, e outras mais profundas, alegóricas. Não me vou alongar por este tema, basta saber que um bom livro deve ter mais do que uma pele, deve ser um prédio de vários andares. O rés-do-chão não serve à literatura. Está muito bem para a construção civil, é cómodo para quem não gosta de subir escadas, útil para quem não pode subir escadas, mas para a literatura há que haver andares empilhados uns em cima dos outros. Escadas e escadarias, letras abaixo, letras acima.”

 

Para ler em família, geração após geração.

 

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