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Vamos todos à procura do ‘nosso’ Panamá?

Descobri os livros de Janosh na biblioteca. O autor, que vive actualmente em Tenerife, nasceu na Polónia em 1931. Depois das dificuldades da II Guerra Mundial, a sua família mudou-se para a Alemanha Ociedental e, entre trabalhos fabris, Horst Ecker (o seu nome verdadeiro) estudou Belas Artes. Em 1960 foi publicado o livro infantil com que iniciou a sua trajectória artística e literária, que soma mais de 300 obras traduzidas para 70 línguas, e pelas quais recebeu inúmeros prémios.
A sua fama internacional deve-se a “Oh, que lindo que é o Panamá”, publicado em 1978, que chegou a Portugal pela Kalandraka, com tradução de Maria Hermínia Brandão.

 

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A vida de um ursinho e de um tigrezinho sofre uma reviravolta quando aparece a boiar no rio uma caixa proveniente do Panamá e que cheira a bananas. A partir desse momento, o Panamá torna-se no país dos seus sonhos e por isso decidem empreender uma longa viagem para lá chegar. Com uma panela vermelha, um anzol e um patotigre de brincar, iniciam uma caminhada ao longo da qual conhecerão um rato do campo, uma velha raposa, uma vaca, uma lebre, um ouriço-cacheiro e uma gralha.

 

Com umas ilustrações alegres e coloridas, clássicas e planas, esta intimista narrativa de Janosch, atravessada por um rasgo sentimental de inocência e optimismo, transporta-nos numa viagem cheia de humor e de ternura, e culmina num final inesperado que encerra uma bela lição de vida. Para todas as idades.

 

Afinal, não andamos todos nós à procura do ‘nosso’ Panamá?

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